Aumento no Ipasgo preocupa servidores dependentes passarão a pagar mensalidade
A Assembleia Legislativa de Goiás aprovou, nesta quinta-feira (11), o projeto do Governo do Estado que muda as regras do Ipasgo Saúde e passa a cobrar mensalidade dos dependentes, que até hoje eram isentos. A mudança atingirá milhares de famílias goianas e tem preocupado principalmente quem possui renda mais baixa.
Pelo texto aprovado, os dependentes deverão pagar 30% do valor da tabela atuarial, com um teto familiar e variação conforme a idade do dependente. Segundo a Secretaria da Economia, essa cobrança seria necessária para reduzir o déficit financeiro do Ipasgo e equilibrar as contas do plano.
O projeto (processo nº 30892/25) foi aprovado com 25 votos favoráveis e 9 contrários. Ao todo, 34 deputados estaduais votaram. Agora, a proposta segue para sanção do governador Ronaldo Caiado.
Quem votou contra a cobrança
Entre os parlamentares que rejeitaram o projeto estão: Antônio Gomide, Bia de Lima e Mauro Rubem (PT); Delegado Eduardo Prado e Major Araújo (PL); Gustavo Sebba e José Machado (PSDB); Gugu Nader (Avante) e Clécio Alves (Republicanos).
Quem votou a FAVOR
Deputados/as que votaram a favor dos 30%,
Esses deputados argumentaram que a mudança prejudica servidores que já ganham pouco, especialmente da Educação, e pode fazer com que muitas famílias deixem de ter acesso ao plano de saúde.
Críticas ao projeto
A oposição foi dura. Mauro Rubem afirmou que o governo está “destruindo o Ipasgo”, que reúne contribuição de milhares de trabalhadores com salários baixos. Segundo ele, 90 mil dependentes serão afetados caso a cobrança comece a valer.
Bia de Lima destacou que a proposta é “uma das mais difíceis do ano para os servidores públicos”, especialmente para quem recebe salários menores.
Gustavo Sebba criticou a qualidade do serviço e disse que, após a privatização, o Ipasgo ficou mais caro e pior. Já Clécio Alves afirmou que a proposta não trouxe dados técnicos suficientes que justificassem a mudança e disse que o governo penaliza famílias que dependem do plano.
O deputado Gugu Nader, que faz parte da base, declarou que pode até deixar o grupo de apoio ao governo por discordar do projeto. “Eu nunca votaria contra servidores públicos”, disse.
Quem defendeu o projeto
Do lado do governo, o único a falar foi Amauri Ribeiro (UB). Ele declarou que, sem a aprovação, o Ipasgo “pode sucumbir” e que a medida foi necessária para evitar o colapso financeiro do plano.
Situação da saúde em Goiânia também gera debate
Durante a sessão, deputados também discutiram outro tema delicado: a Prefeitura de Goiânia quer prorrogar por mais 180 dias o decreto que reconhece estado de calamidade pública na Secretaria Municipal de Saúde.
Antônio Gomide e Clécio Alves questionaram a decisão, afirmando que falta justificativa clara para manter esse estado de calamidade, já que investimentos recentes foram anunciados na capital. Eles também cobraram que a Câmara Municipal cumpra as obrigações de fiscalização previstas no decreto original.
O que isso significa para quem usa o Ipasgo
Para muitos moradores de Aparecida e região que dependem do Ipasgo, especialmente famílias de servidores estaduais, o impacto será direto:
- Dependentes que eram totalmente isentos passarão a pagar;
- O valor pode pesar no orçamento de quem ganha pouco;
- Há preocupação de que algumas famílias tenham que abandonar o plano, aumentando ainda mais a pressão sobre o SUS.
O Jornal Pacity seguirá acompanhando o tema para mostrar como essa mudança afetará o dia a dia das famílias goianas.
