2026 começa com esperança, promessas e muitos desafios pela frente

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artigo de opinião – Marcos Marrom

Começar um novo ano quase sempre vem acompanhado de esperança. A sensação de que agora vai, de que 2026 será melhor do que 2025. Desejamos mais felicidade, mais dinheiro, mais amizades, mais saúde e mais tempo para viver o que ficou para depois. É o ritual de todo início de ano.

Quantas pessoas já se organizaram para começar 2026 malhando, correndo, cuidando da saúde? E quantas, poucos dias depois, já não entraram mais na academia ou nem lembram da tal “corridinha” prometida? Fica a pergunta: são apenas promessas de virada de ano ou estamos acostumados a nos enganar, ano após ano, adiando o que sabemos que precisa ser feito?

Será que, muitas vezes, não somos nós mesmos que nos boicotamos? Quando percebemos, o ano passou. Chega dezembro e, junto com ele, as reclamações. Reclama-se do governo, da família, do trabalho, da vida. A raiva encontra sempre um culpado externo. Mas será que não somos, em parte, responsáveis por não termos feito aquilo que queríamos ou podíamos fazer ao longo do ano?

2026 já começa em um cenário que assusta. Poucos imaginavam assistir a um governo entrar em outro país e, de forma explícita, sequestrar um governo rival. Parece cena de filme, mas é realidade — e não é algo novo no mundo. Para nós, da América Latina, pouco acostumados com guerras tão explícitas, isso causa medo e alerta geral. Somos conhecidos por sermos “boa onda”, como dizem os latinos, mas o mundo anda longe de estar em clima leve.

E o que será 2026? Um ano de conquistas ou apenas de festas? O calendário aponta muitos feriados no meio da semana, ano de eleição, Copa do Mundo e uma agenda intensa. Tudo indica que não será um ano tranquilo.

Lembro de um professor de dramaturgia que dizia: “O início dá o ritmo do roteiro, o final é o ápice de todo o desenvolvimento. O meio, quase ninguém lembra”. Se o início do ano já começa agitado, o roteiro promete ser dramático, com muitos conflitos, disputas de atenção e protagonistas querendo dominar a cena.

Nesse cenário, o Jornal Pacity inicia 2026 com esperança, mas também com responsabilidade. Esperamos trazer novos projetos, ampliar debates, abrir espaço para mais vozes e convidar nossos leitores a embarcarem conosco nesse barco. Informação, reflexão e participação continuam sendo o nosso compromisso.

Que 2026 seja mais do que promessas. Que seja um ano de escolhas feitas, caminhos trilhados e menos desculpas deixadas para depois.

Até o próximo texto.

jornalista-fundador do jornal Pacity – dramaturgo – Politico- Marcos Marrom

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