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Por mais que a religião lide com a fé, ela deve ser crítica e racional, sendo, portanto, uma fé inteligente, onde os seus seguidores conseguem refletir e respeitar e crenças diferentes da sua

O fanatismo religioso é a uma crença cega e exagerada, sem a capacidade crítica. O ser humano cegamente tem uma crença exagerada sobre determinada visão de mundo, e desse modo, não aceita nenhum pensamento oposto da qual ele acredita, tornando-se o dono da razão, e combatendo a todos que se opõem à sua maneira de pensar, como se fossem, de fato, inimigos a serem combatidos. Esse fanatismo religioso, traz a intolerância religiosa, que é, um preconceito motivado pela religião, gerando assim, discriminação, atitudes autoritárias, arrogantes e violentas.

Ao longo da história, o fanatismo religioso deixa um rastro de horror, vergonha, sangue e morte. Não há como esquecer no início da Era Cristã, onde os primeiros cristãos foram perseguidos e mortos pelo Império Romano. Já na alta Idade Média, a igreja católica, através da Santa Inquisição, perseguiu, condenou e matou os considerados hereges (adeptos de outras religiões), principalmente, as mulheres consideradas “bruxas”; houve ainda as cruzadas que eram guerras religiosas entre mouros e cristãos, e a dominação e extermínio de alguns povos originários da América Latina, dentre eles, maias, astecas e incas Por mais que a religião lide com a fé, ela deve ser crítica e racional, sendo, portanto, uma fé inteligente, onde os seus seguidores conseguem refletir e respeitar e crenças diferentes da sua. Ninguém é obrigado a seguir a religião A ou B, cada um segue aquilo que acredita, até mesmo não acreditar em religião alguma. Enquanto seres humanos, somos chamados a amar, respeitar e perceber a fé do outro com a mesma proporção que queremos ser respeitados.

todos os textos colunistas o autor é responsável.

foto google – ilustração

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