LITERATURA | Em meio ao medo e à incerteza causados pela pandemia da Covid-19, a jovem Malú Mesquita, hoje com 19 anos, encontrou na escrita uma forma de resistência. Aos 14, enquanto vivia a angústia de ver sua mãe infectada pelo vírus em 2020, ela começou a escrever Chamas — seu quarto livro e o segundo a ser publicado oficialmente.
Apesar do cenário sombrio que a motivou a começar a história, Chamas não é um relato autobiográfico nem um livro sobre a pandemia. Trata-se de uma envolvente obra de fantasia, que mergulha o leitor em uma trama sobre amizade verdadeira, traição e as consequências devastadoras da ganância.
“Escrever pra mim sempre foi mais do que um hobby. Foi uma forma de sobrevivência, de respirar quando o mundo parecia sufocar”, afirma Malú. Curiosamente, a inspiração para o universo do livro surgiu de um vídeo de Minecraft, que ela assistia para distrair a mente e fugir da tensão diária. “Criei uma nova realidade, novos personagens. Chamas é sobre resistir e transformar o medo em criação.”
A narrativa, embora fantástica, carrega reflexões profundas sobre o comportamento humano. A história mostra como a ambição desmedida pode levar à ruína e como a lealdade e a verdade são valores que sustentam os vínculos mais fortes.
Malú, que começou a escrever ainda criança, representa uma geração de autores jovens e criativos que usam a literatura para dar sentido ao mundo ao seu redor. E com Chamas, ela prova que mesmo em tempos sombrios, é possível acender uma luz — e compartilhá-la com os outros por meio da arte.
Adquira o livro⤵️
https://a.co/d/hY9xqzY
Reportagem: Victor Gabler