Moradores criticam mutirão no Santa Luzia e acusam ação de prevalecer só o bairro do Vereador.

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No último sábado, 28, foi realizado um mutirão na região do Setor Santa Luzia, em Aparecida de Goiânia. A ação, promovida pela prefeitura, contou com serviços de limpeza, tapa-buracos, troca de lâmpadas e atendimentos sociais. No entanto, moradores dos bairros vizinhos afirmam que a iniciativa ficou restrita à avenida principal do Santa Luzia e não atendeu as reais necessidades da população da região.

No Jardim Olímpico, por exemplo, moradores relatam que as lâmpadas de LED anunciadas pela prefeitura ainda não chegaram às ruas do bairro. Situação semelhante é vivida no Parque São Jorge, onde a Rua Leopoldo de Bulhões continua às escuras. “Estamos sem luz no poste há mais de 90 dias. A Equatorial sempre promete mandar uma equipe, mas nunca aparece”, reclama o morador Paulo.

No Parque Trindade, a frustração é ainda maior. Apesar da proximidade com a capital, o bairro continua esquecido pelo poder público, segundo os moradores. “Parece que por estar perto de Goiânia, o prefeito acha que aqui não é Aparecida. Moro aqui desde 2010 e nunca vi um mutirão chegar de verdade”, desabafa Miguel, morador do setor.

A situação da Rua Leo Lince, na divisa entre Parque Trindade e Parque Atheneu, é considerada crítica. De frente para a caixa d’água do bairro, o asfalto está esburacado, forçando motoristas a trafegar na contramão. “É perigoso demais. Quem vem do Parque Trindade tem que desviar dos buracos, e acaba indo para o lado errado da pista”, relata outro morador.

No Parque Trindade III, o sentimento é de completo abandono. “Aqui não passou nada. Nem limpeza, nem troca de lâmpada, muito menos asfalto. Está tudo do mesmo jeito”, relata Fábio. “Como sempre, só o Santa Luzia recebeu os benefícios. Parece que o vereador está preocupado só com o bairro onde mora, e esquece dos vizinhos.”

A moradora Tatiana, da Rua X-41, Jardim Olímpico reforça a denúncia: “Dois postes da minha rua estão sem luz há semanas. Quando chego em casa, é tudo escuro. É perigoso demais”.

Diante dos relatos, moradores cobram mais atenção da prefeitura e dos representantes da região.

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