Vereador Fabrício Rosa critica desigualdade no pagamento de bônus aos profissionais da educação

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Durante a 111ª sessão ordinária da Câmara Municipal, realizada nesta quarta-feira, o vereador Fabrício Rosa trouxe ao plenário uma discussão que tem mobilizado diariamente servidores da educação municipal a desigualdade no pagamento do bônus de final de ano entre diferentes categorias da rede.

Segundo o parlamentar, administrativos, merendeiras e demais técnicos da educação têm comparecido com frequência à Câmara para reivindicar tratamento igualitário. “Esses servidores são os que mais participam do plenário. Todos os dias estão aqui com cartazes, visitam nossos gabinetes e cobram com dignidade e respeito”, destacou.

Fabrício Rosa enfatizou que o bônus pago no fim do ano não é um presente da gestão, mas o cumprimento da exigência constitucional que determina o investimento mínimo de 25% do orçamento em educação. “Não é generosidade do prefeito Sandro Mabel. A Constituição obriga esse investimento”, afirmou.

O ponto central da crítica foi a grande diferença de valores entre o bônus pago a professores e o destinado a merendeiras e servidores técnico-administrativos. O vereador comparou a situação ao modelo adotado na própria Câmara, onde o benefício é distribuído de forma igual entre todos os trabalhadores.

Outro ponto levantado foi a previsão de punição no projeto de lei para servidores que apresentem atestados médicos motivados por questões emocionais ou de saúde mental, o que implicaria redução no valor do bônus. Fabrício classificou a medida como injusta. “Estão usando o projeto para perseguir trabalhadores que adoeceram. Pessoas que apresentam atestado por necessidade emocional acabam punidas”, criticou.

O vereador concluiu defendendo que a Casa mantenha seu compromisso com a justiça e a igualdade no tratamento aos profissionais da educação. “Tenho absoluta certeza de que esta Casa está comprometida com a justiça e com a igualdade”, finalizou.

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